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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Cama Compartilhada


Compartilhar a cama com o bebê tem muitos benefícios, entre eles eu destaco por experiência a facilidade em amamentar a noite e o atendimento rápido ao bebê que acorda muitas vezes como minha Gabi. Como ela sempre foi de acordar várias vezes acabamos aderindo a cama familiar, no começo fomos relutantes com a ideia mas, depois de me informar muito a respeito, segui com a minha decisão apesar de todos que eu conversava me aconselharem a não dividir a cama com o bebê, os motivos eram compreensíveis: diziam que era perigoso, que iria acostumá-la mal, e que tiraria a privacidade do casal. Mas, na verdade a família tem que fazer algumas adaptações para que a CC (cama compartilhada) dê certo. Sobre ser perigoso, coloquei as dicas de segurança no post anterior, se iria acostumar mal, li muitos relatos de pais que usaram de cc por muito tempo e no momento em que a criança sentiu-se segura ela mesmo quis mudar para seu quartinho, e em outros que precisaram intervir não encontraram uma dificuldade absurda como se imagina. Quanto a privacidade, cada casal deve verificar conforme sua rotina familiar qual a melhor forma de se arranjarem, no nosso caso deu muito certo a CC e tenho amigas que também o fizeram e estão muito bem.

Com quase 3 meses de vida Gabi começou a dividir a cama conosco, mas nem todas as noites, pois ela gostava muito de dormir no Bebê conforto ou carrinho. Agora com 7 meses dorme a maior parte do tempo em seu bercinho, e isso aconteceu de forma natural para ela e para mim.
Em 2006 nos Estados Unidos, houve uma campanha que alertava os pais a não dormirem com seus bebês, mas a API (A API é uma organização de membros sem fins lucrativos composta por aproximadamente 100 grupos de apoio aos pais, nos Estados Unidos e quatro países estrangeiros) interveio a pedido que o assunto fosse melhor esclarecido antes de fazer tal campanha, inclusive mencionaram uma observação importante, a campanha era Co-patrocinada pela JPMA uma sociedade comercial que representa os manufatureiros de berços, que se posiciona pelo lucro através do aumento nas vendas de berços.
E no sentido de reforçar a importância de um ambiente seguro de sono para os bebês a API fez outra campanha a de compartilhar a cama com segurança (conforme post anterior).
"Uma criança cujas necessidades são atendidas está mais apta a crescer com uma independência saudável. Existe também toda uma gama de outros benefícios em se compartilhar o dormitório"
No século 13 na Europa os padres católicos foram os primeiros a aconselharem os pais a não partilharem suas camas com seus babies, havia um medo enorme de muita influência feminina em especial nos meninos, eles alegavam que o perigo era de sufocamento.
Nos séculos 14 e 15 o conselho começou a surtir efeito e os berços se tornaram cada vez mais comuns nas casas européias e os bebês passaram a dormir sozinhos cada vez mais cedo. Com a revolução industrial no século 18 acreditava que a criança que dormia com os pais ficava "estragada" "mimada".
No século 20 as crianças foram mais separadas de suas mães que em qualquer outra época em consequencia disso foram reduzidas também o número de bebês que eram amamentados no peito.
Por que será que nossa ansiedade de ter filhos independentes é tão grande? por que nos preocupamos tanto em responder aos amigos que nosso bebê dorme a noite inteira e mais que dorme em seu bercinho?
Vamos olhar e ouvir mais nosso bebezinho, esse é o momento de darmos todo carinho que podemos, de abraçar, beijar, pegar no colo, isso não vai estragá-lo, ao contrário o fará crescer forte, saudável e confiante.
É engraçado como ás vezes somos tão incoerentes, quem nunca viu uma situação assim: Pais que deixam seus filhos dormirem sozinhos e não dão muito colo para que sejam mais independentes, porém escolhem até as meias que a criança vai vestir.
Muita coisa sobre educação hoje está sendo repetida pelos pais sem ter uma reflexão, faz porque todo mundo faz.
Cada fase de nossos filhos é única, vamos curtir com amor, respeito e muito carinho.
Fontes do texto:
Fonte da Imagem: Google.
Poderão encontrar mais a respeito do assunto aqui:

Dicas de Segurança para Compartilhar a Cama com bebês


As seguintes dicas de segurança se aplicam a qualquer pessoa que compartilhe a cama com um bebê (não apenas a mãe).


* Não use nenhum tipo de droga que possa afetar seu sono (álcool, tranqüilizantes, antidepressivos, drogas ilegais, etc.)


* Nunca fume no quarto onde um bebê dorme.


* Use um colchão firme. Não durma com seu bebê em um colchão macio ou colchão d'água, puff, ou sofá.


* Tome precauções para que seu bebê não caia da cama.


* Evite fendas entre a sua cama e a parede. Tenha certeza de que há um encaixe perfeito entre o colchão e a parede e a cabeceira, e use protetores acolchoados, como no berço.


* Nunca coloque o bebê em um travesseiro.


* Sempre coloque seu bebê para dormir de costas.


* Não use edredons.


* Não coloque na cama nenhum bichinho de pelúcia (ou de verdade!).


* Não durma com seu bebê se você está obeso.


* Prenda o seu cabelo se ele for muito longo.


* Não deixe seu bebê compartilhar a cama com outra criança.


* Não coloque seu bebê próximo a cortinas com cordões pendurados.


* Nunca deixe seu bebê sozinho em uma cama de adulto.

Fonte: orkut; Comunidade: Soluções para noites sem choro.
Fonte da Imagem: google

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Meu bebê não dorme. O que fazer?



Aqui em casa o soninho da Gabi é nosso calcanhar de aquiles, quantas vezes já me senti uma mãe incompetente por me sentir incapaz de fazer minha filha dormir cedo e longas horas seguidas. Mesmo que todo o resto estava super bem, quando me questionavam sobre o sono da Gabi eu queria me enfiar num buraco. As pessoas me davam dicas e eu lia artigos na internet de como melhorar as noites de sono, eu ficava entusiasmada para seguir e era uma frustração pior que a outra. A Gabi nunca foi de dormir maravilhosamente bem mas quando era recém-nascida tinha uma rotina de sono mais agradável, dormia 4 horas seguidas, acordava e mamava, trocava fralda e dormia mais 3 horas seguidas, e durante o dia soneca no meio da tarde de 2 horas.
Mas, aos poucos o sono dela foi ficando cada vez mais descontrolado, teve noites de ir dormir ás 04 da manhã e era sempre muito chororô a hora de dormir, dela e meu, eu estava cada dia mais estressada e cansada com isso, e durante o dia não conseguia fazer nada, ela não dormia, aliás até dormia mas apenas no colo, bastava encostá-la na cama e acordava. E eu me sentia pior quando as pessoas diziam coisas como “isso não está certo bebê ficar no peito dia inteiro, tem que dar limite”, “você fica embalando seu bebê para dormir, fica dando colo, está errado”.
Meu desespero ficou ainda maior quando ela começou a solicitar o peito a noite toda, isso aos 3 meses (hoje ela tem 7) eu não podia deitar, colocava almofadas nas costas e embaixo dos braços para poder cochilar um pouco enquanto minha pequena dormia no peito. Nessa época encontrei a comunidade do orkut dirigida pela Dra. Andréia entitulada “Soluções para noites sem choro”, lá tive compreensão e apoio, além de muita informação. Me senti aliviada em saber que poderia dar o peito e colo ao meu bebê com tranqüilidade que não estragaria meu anjinho. É claro que nem tudo pude seguir a risca, pois no começo quando eu tentava seguir exatamente como a comunidade pregava eu continuava sofrendo e provocando sofrimento ao meu bebê. Eu sei que bebezinhos precisam dormir cedo, pois o hormônio do crescimento precisa de escuro e que o neném esteja dormindo para atuar e mais que o seu pico é às 21 horas. Quando parei de ouvir mais os outros que meu próprio bebê percebi que ela tinha uma rotina ainda que não fosse uma “rotina modelo”, Gabi dorme tarde e acorda tarde, mas faz as 10 horas de sono noturna necessárias para idade dela. Tira sonecas durante o dia, tem dias que no colo em outros não, quando faz os cochilos no colo aproveito esse tempo para muitas coisas: ler, assistir tv ou curtir minha gatinha tão fofa, afinal essa fase passa muito rápido né? E a noite...nos rendemos a cama familiar em 95% das noites, tem semana que ela dorme bem no próprio bercinho lá no quartinho dela, mas aí eu é que não durmo. Nós colocamos um divã encostado na cama (foto abaixo) e fizemos uma caminha para ela, adormece no meu colo ou deitada do lado e depois a coloco na caminha, tem dias que faz 3 horas seguidas, outros duas e assim vamos seguindo.
Nossa filha é muito serelepe então cuido para que brinque bastante e gaste suas energias durante o dia para que queira brincar menos a noite.
Para nossa família o que resolveu: parar de ouvir os outros e prestar mais atenção a minha bebê e nossa rotina familiar, aderir cama compartilhada e ultimamente nem chororô tem mais na hora de dormir e por último cuidar para que gaste bastante energia durante o dia.

Em fevereiro de 2006 o UNICEF lançou uma cartilha incentivando pais a dormirem juntos com seus lactentes. Façam download aqui.


Nas próximas semanas trarei posts sobre: os benefícios da cama compartilhada, picos de crescimento, salto de desenvolvimento, mais sobre sono dos bebês...


Fotos do meu arquivo pessoal.